Prestação de Favores – Vampiro A Máscara🥇

Prestação é simplesmente o processo de troca, retribuição e obtenção de favores entre os vampiros.

Visão Geral

O sistema de Prestação é o que mantém a sociedade vampírica unida e tempera o isolacionismo violento que é essencial para a Besta. Como resultado, a sociedade vampírica é um nó bizantino de favores devidos, lealdades juradas, dívidas pagas e promessas quebradas.

O processo de estabelecer uma dívida de prestação é simples: um Membro pede ajuda a outro de sua espécie em um assunto, em troca de algum tipo de favor em uma data posterior, ou um Cainita ajuda outro em um momento de infortúnio – com o entendendo que o favor será devolvido posteriormente.

As dívidas entre os Membros raramente tomam forma específica. Poucos vampiros solicitam um serviço detalhado – em vez disso, as dívidas são vagas e amorfas, assumidas como pertencentes a uma categoria que o Membro que concede favores considera sua perícia, ou algo que coloca o Membro endividado em uma desvantagem maior, mas tardia. Os mais sábios entre os Membros mantêm registros muito próximos dos favores devidos e tomam muito cuidado para não se envolverem em mais dívidas do que podem pagar em qualquer momento.

Dívidas de prestação de contas continuam a circular pelas fileiras dos mortos-vivos. Conforme os bancos negociam ativos, as bênçãos se movem constantemente entre os Membros, sendo recuperadas, penduradas, mantidas em caução promissória e, de outra forma, desviadas de modo que se torna estonteante manter o controle de quem deve o quê a quem.

Entre as seitas mais formais (incluindo a Camarilla e o Sabá), dívidas de prestação podem ser cobradas literalmente a qualquer momento, por isso é uma política sensata ter certeza de que alguém tem a capacidade de honrar uma bênção, independentemente das circunstâncias.

Sistema de Prestação – Leis da Noite

Anciões são mestres comprovados em manobrar Membros mais jovens em posições onde eles não têm escolha a não ser pedir ajuda, colocando-se na escravidão de um ancião. A natureza das relações entre os Amaldiçoados desempenha um papel excepcionalmente grande nesta dinâmica social. Os veteranos desses jogos mortais também preferem manobrar os devedores em potencial para situações perigosas e depois resgatá-los dramaticamente, colocando assim as vítimas infelizes em dívida.

Do outro lado da moeda, alguns Membros adotam a tática de jurar o maior número de bênçãos possível como forma de proteção, operando com a teoria de que seus múltiplos credores irão querer mantê-los inteiros para receber. Manter uma dívida com um vampiro e insinuar que o pagamento pode ser devido a qualquer momento é um método eficaz de paralisar um Membro, reprimir sua ambição e forçá-lo a reservar alguns de seus recursos contra a possibilidade. Este jogo de movimento e contra-movimento assume as características da seita em cujo domínio é praticado.

A vingança sangrenta caracteriza os domínios Anarquistas, a ousadia social é o jeito da Camarilla e o Sabá pratica bullying fervoroso (com um lado do fogo e do fanatismo). Como resultado, a maioria dos Cainitas procuram pagar suas dívidas de prestation assim que puderem fazê-lo com segurança. Aqueles que concederam os favores têm interesse em prorrogar essas dívidas, então o resultado pode ser um jogo de gato e rato, com os devedores tentando freneticamente fazer favores aos seus credores e os credores evitando qualquer coisa que possa ser interpretada como uma satisfação de seus devedores.

Muitos novatos e recém-nascidos tropeçaram ignorantemente nessas teias e se encontraram em dívidas terríveis e à mercê dos mais velhos, que os usam como peões em seus próprios jogos. Por sua vez, eles começam a manipular seus pares mais jovens e suas próprias crias e manter a Guerra das Eras.

Relevância

A santidade do sistema de prestação é muito importante para qualquer Membro que se beneficie da existência de hierarquia e do status quo, particularmente aqueles anciões que passaram séculos cultivando vastas redes de dívidas. Se de repente se tornar aceitável quebrar uma promessa, então, de repente, toda a sociedade vampírica – todo o templo secular e a formalidade dos favores – torna-se inútil.

Aqueles que quebram as regras de prestation são caçados e considerados indignos de confiança, mesmo para os padrões de monstros mortos-vivos. Na Camarilla, as Harpias e o Chanceler são responsáveis ​​por controlar as várias dívidas de prestações juramentadas em um domínio. Outras seitas não usam membros designados, mas controlam os desenvolvimentos da prestation.

Como resultado, o altruísmo, a confiança e a generosidade são raros entre os Amaldiçoados, pois todos esperam algo em troca, mesmo que ele não o reivindique abertamente. Os sinais dessas características são vistos como uma fraqueza que outros vampiros irão explorar em breve. A arte da Prestação é uma das razões pelas quais amizades raramente sobrevivem na vida mortal.

A Arte da Prestação – Leis da Noite

Partes deste texto foram traduzidas e adaptadas de The Art of Prestation

Uma questão de Honra

O legado da Prestação vem sendo passado a nós em conjunto com as Tradições desde o tempo antes de nossos Sires. Prestação é algo mais que um cansativo jogo de anotações: é uma questão de honra

Prestação é baseada na simples premissa de que quando um vampiro recebe um favor importante, ele se fica preso a quem o prestou por um elo de honra até que retorne o favor. Quanto maior o favor, maior o débito. Até que ele pague de volta a obrigação, ficará em débito de quem o favoreceu. Quem concede um favor tem o direito de pedi-lo de volta a qualquer tempo, requisitando um serviço que atinja até a mesma monta do favor original – às vezes mais.

  • Dica de um bastardo astuto: Honra é para quem acredita nela, ou seja, os tolos. Esteja ciente que vão te cobrar os favores e se você não quiser pagar, irão te ferrar. Por isso, faça o mesmo com quem não quiser pagar a você.

Você pode perguntar: “Como manter a Prestação hoje?”. A resposta é, de fato, simples: da mesma forma que sempre o fizemos – nos mantendo escrupulosamente adetentes às regras de Prestação.

Essas regras requerem que você preste a todos, independente de clã ou estatura, a mesma gratidão quando estiver devendo. E permitem que você espere o mesmo de quem deve a você.

A Prestação é – ou tem potencial para ser – uma Arte. Adquirir e administrar adequadamente favores e débitos requer sutileza, tato e uma vontade forte. Se outras artes trabalham em massa, tela ou madeira, a Prestação trabalha no uso cuidadoso de recursos (dinheiro, informação, poder…) e no uso ainda mais cuidadoso do retorno desses favores.

Como tudo mais dentre cainitas, a forma como Prestação é conduzida varia muito em função da estatura de quem está envolvido.

O Dever à Caridade: Prestação e seus Inferiores

Considerando a Prestação com relação a subordinados, o melhor conselho é considerar a idéia de não requerer um Favor. Quer dizer, não esperar nada em retorno a sua ajuda. Nem mesmo sugerir o assunto. Afinal, “noblesse oblige”. Se seu inferior estiver em condição de pagar, ele deverá fazê-lo – mas o próprio fato de vir implorar sua assistência deve ser demonstração suficiente da (in)capacidade de pagamento.

  • Dica de um bastardo astuto: Nunca esqueça uma ajuda prestada. Um dia ela pode ser útil de ser usada para refrescar a memória daquele que você ajudou, mesmo que você nunca tenha reconhecido essa dívida com uma Hárpia.

Em todos os arranjos com membros de menos estatura, seja gentil e generoso. Se você não esperar algo em retorno você não se desapontará se, em algum momento no futuro, suas palavras gentis, ações ou presentes forem lembrados e retornados.

É desnecessário dizer que as dádivas a inferiores não devem ser dadas indiscriminadamente. Espera-se daqueles em altas posições que concedam muitas dádivas, mas que sejam sábios com suas dádivas.

O Dever a Si Mesmo: Prestação e seus Pares

Quando ajudando seus pares, você deve ter cautela. Seu principal pensamento deve ser: “Se ele realmente é meu par, meu igual – por que está pedindo minha assistência?”. De fato, por que escolheríamos ficar devendo a alguém se tivéssemos os meios para evitar isso? E senão temos os meios, podemos mesmo nos considerar iguais a quem os tem?

Deveria ser óbvio que pedir um favor considerável a um par pode levar a especulações a respeito da capacidade do devedor. Mas que nível de favor constitue algo digno de Prestação? Certamente não é conceder seu lugar a alguém no trem ou passar o saleiro numa mesa de refeição. De fato, se você tem um senso correto e bem cultivado de status, o pedido de uma pequena gentileza da parte de um par implica confiança. Uma idéia que pode se provar muito útil.

No mais das vezes, você pode medir o nível de um favor pela urgência com que foi requisitado. Isso leva um fenômeno social interessante: nenhum par realmente quer algo de outro – “Mas já que você falou nisso…”. Certamente, se um par precisar vir a você, desesperado, implorando sua assistência, você deve considerar com atenção a possibilidade de concedê-la. Descubra o que puder sobre o pleito, através de quem o pede e também de outras fontes – informação nunca vai prejucar seus interesses, nem de quem lhe pede um favor. Além disso, uma cabeça tranqüila sempre pode ver vantagens que alguém em pânico não vê. Vantagens para o suplicante e vantagens para você, claro.

Quando você tiver considerado a melhor maneira de asssistir seu par, e já o tiver assistido, a graciosidade requer que você não alfinete ou tripudie sobre seu devedor. Acredite em mim, ele já estará bem consciente da situação. Suas ações terão provado o quão gentil você é, principalmente se você continuar tratando-o como seu igual. Assegure-o de que o pagamento não é necessário agora, que você se sente honrado em poder servi-lo nessa matéria e deixe-o ir.

Nos casos de grande necessidade, o nível de Prestação é bem óbvio. Mas e naqueles casos mais estritos quando nos achamos na posição de prestar favores pequenos, mas cruciais? Como avaliá-los? E como fazer com que eles sirvam nossas necessidades?

Uma regra geral a se ter em mente é: Qualquer momento, qualquer coisa, qualquer um. Ou seja, a qualquer momento se qualquer coisa for pedida por quem quer que seja, PENSE! Esse pode ser o momento que você precisava. Claro que essa atitude presume que você está conectado aos acontecimentos se desenrolando no mundo a seu redor e que você está familiarizado com a direção dos ventos na sociedade, mortal e cainita. É crítico na arte da Prestação que você esteja sempre alerta.

Ao praticar a arte da Prestação com seus pares, é sempre melhor agir a partir de uma posição de força – e isso significa informação. Pessoas pouco ou mal-informadas raramente sobrevivem para colher os benefícios de seus esforços. Dê o que você puder àqueles que pedirem, ou que aparentem necessidade – procure ocasiões para se tornar um benfeitor.

Um favor concedido e maturado com o passar do tempo terá mais sabor quando coletado. A importância de um favor pode crescer com o passar do tempo. Não “troque suas fichas por dinheiro” até que o momento seja adequado.

Tente sempre manter o devedor em débito: colete o nível total de um favor apenas quando absolutamente necessário.

Se você se vir no lado oposto, use essas idéias em reverso: não haja em desespero e procure sempre pagar a totalidade dos seus débitos. Não é má idéia criar uma situação em que seu credor venha a precisar de seus serviços. Se você conseguir fazer com que ele se endivide de volta com você, melhor ainda.

O Dever às Tradições: Prestação e seus Superiores

Quando praticar a Prestação com um Elder, o melhor conselho é: Cautela! Seja você o suplicante ou o benfeitor, lembre-se sempre que os Elders simplesmente têm mais experiência e muitos mais recursos, nem que seja pelo simples passar do tempo.

Se um Elder vier a você livremente e lhe pedir um favor, tenha certeza de que ele poderia tomar de você o que está pedindo, se ele assim o quisesse. Pode até ser que, considerando essa hipótese, ele ache que não há favor envolvido.

Se o Príncipe, um Primogênito ou um Elder de seu clã mencionar de passagem algo que deseje, ou mesmo uma necessidade momentânea, ofereça ajuda. Esse é seu dever para com eles enquanto hóspedes em seus domínios.

Se um Elder além desses lhe pedir um favor, dê livremente e não demonstre expectativa. Tenha certeza que qualquer Elder estará bem familiarizado com a idéia de criar uma necessidade incontrolável de forma a extrair seu pagamento.

Lembre-se da Jyhad existente nos níveis mais altos de nossa Sociedade: um favor pedido por um Elder pode levar você a participar de grandes conflitos. Afinal, por que um Elder consideraria ficar em débito a um inferior, a menos que o risco o impedisse de fazê-lo por si mesmo?

Pode acontecer que por causa da Jyhad, ou de situações causadas pore ela, um Elder tenha caído de poder e status e realmente precise de sua assistência. Tenha muito cuidado! Não tenha dúvidas de que a queda ocorreu através de traições infames. E que esse Elder tem inúmeros aliados, mortais e cainitas, esperando ansiosamente para ajudá-lo. Tudo que ele quer de você é…

Aqui, mais do que nunca, Informação é Poder. Informação é vital. Se um Elder o procurou, você agora está envolvido no progresso dele. Você foi escolhido! Mesmo que você escolha não fazer nada, e dispensar o Elder com as mãos abanando, você se involveu.

O Elder vai, sem dúvida, considerar qualquer coisa aquém de completo suporte como traição. Aqueles contrários a ele verão qualquer coisa aquém do completo abandono como traição. Presuma que seus pares o abandonarão e que você não pode contar com ninguém além de você mesmo. Agora escolha um lado.

Ao escolher um lado, você ao menos irá adquirir alguns aliados. Você pode escolher o lado ganhador ou o perdedor. Se for o ganhador, as recompensas serão óbvias. Se for o perdedor, tenha a esperança que suas justificativas, desculpas e explicações sejam fortes o suficiente para inclinar os vencedores à leniência.

Com relação à Prestação e Elders, é sempre melhor assistir como eles a praticam entre si e para com outros, do que tê-los praticando essa arte em você.

A Arte da Prestação: um Sumário

A Arte da Prestação requer um conhecimento amplo e profundo dos vários ambientes que o rodeiam, uma predisposição ao risco e paciência. Se você tiver a sorte de auxiliar seu Príncipe, um Primogênito ou seu Sire, faça-o livremente e sem esperar retorno, como é adequado no cumprimento das Tradições. Mas esteja sempre alerta e em guarda para oportunidades de aumentar sua força, evitando colocar-se em débito a menos que realmente valha a pena.

  • Dica de um bastardo astuto: Seja alerta e tenha calma, o tempo está ao seu lado. Os mais fortes sempre serão mais fortes, mas logo haverão peixer menores que você e poderá vingar todas as humilhações que sofreu nesse incauto neófito. A Jyhad ocorre em vários níveis de poder.

Cainitas estão freqüentemente em atrito uns com os outros, ou com coisas ainda mais incomuns. Esses conflitos às vezes se tornam violentos e, de fato, a grande guerra que é a Jyhad é um bom exmplo disso. Numa batalha, sua existência descansa no cuidado daqueles junto aos quais você serve, como a deles descansa em você. Esteja certo que favores de salvação e ajuda em tempos de conflito são pagos pela própria vitória ou derrota. Não há Prestação em tempos de guerra.

Evite se tornar vítima da Prestação. Lembre-se que um débito deve ser registrado antes de poder ser cobrado. Esse é um ponto importante da Arte.

 

Favores Passo a Passo – Leis da Noite

Introdução

Favor é a unidade monetária entre os vampiros. Os favores devem ser considerados como a moeda corrente entre os vampiros e são cobrados muito, muito seriamente. O sistema de concessão, troca e cobrança de favores é chamado de Prestação.

Sempre que algum vampiro faz alguma coisa em benefício de outro, além do que seria esperado em função de seu cargo, o receptor da ação se coloca em posição de débito perante quem assim agiu.

É muito importante para a manutenção da estrutura da Camarilla que todos os Favores devidos sejam pagos quando cobrados. Para garantir isso, é necessário que todos os favores devidos a um vampiro sejam devidamente contabilizados.

Caso um vampiro ache que outro lhe deve um Favor, por qualquer razão, deve providenciar seu registro junto ao Harpiato.

É perigoso dever a alguém um Favor, especialmente àqueles que possuem status mais baixo, porque você nunca sabe quando ou como poderá ser requisitado para pagá-lo. Além disso, uma vez que o Favor é concedido, o devedor não tem nenhuma influência no que será pedido em troca.

Por outro lado, dever um favor a alguém pode funcionar como uma rede de segurança: Aqueles a quem você deve podem querer protegê-lo para ter certeza que você será capaz de pagar seus débitos.

A habilidade de exigir um Favor é uma demonstração de poder. Assim, muitos vampiros buscam circunstâncias nas quais eles possam “ajudar” seus companheiros (mesmo se tiverem arranjado as circunstâncias que forcem outros membros a requererem seu auxílio).

Dois vampiros que concordam com um Favor têm a opção de registrá-lo ou não com o Harpiato. Se optarem por fazê-lo, existe o risco de que as Harpias discutam as matérias com outros (embora seja falta de etiqueta uma Harpia fazê-lo) ou usem a informação para proveito próprio. Caso não façam o registro, no entanto, não há nenhuma garantia que force o pagamento do débito, mesmo que uma queixa seja trazida ao Harpiato posteriormente.

O Harpiato sempre tem a responsabilidade de ajustar o nível e/ou a aplicabilidade de um favor caso isso venha a ser questionado.

Níveis de Favor – Leis da Noite

A lista abaixo cita exemplos da lista de Favores a serem usados como um guia geral determinando o valor de um Favor. Obviamente, estes não são os únicos atos que poderiam constituir a existência de um Favor:

  • Favor Trivial (um traço): Favores de curta duração, ou ação única, que não gera inconveniências para quem faz o Favor. Exemplos: informação não-solicitada, prestar atenção sobre alguém por uma noite, ajudar a alguém com uma disciplina, apoiar um movimento político de alguém, ajudar em um plano, etc.
  • Favor Menor (dois traços): a tarefa executada pode durar mais de uma noite ou acarretar inconveniência de algum tipo. Exemplos: Fornecer informação requisitada de valor crucial, a instrução em uma habilidade rara, usar influências ou recursos para ajudar a outros, pequenas movimentações políticas, agir como um guarda-costas por tempo prolongado, facilitar a passagem através de um território hostil, neutralizar uma ameaça, ajudar a realizar um plano, um conselho importante, etc…
  • Favor Maior (três traços): exige um grande investimento de grande do tempo ou recursos. Exemplos: instrução em uma disciplina, providenciar um local para servir de refúgio para alguém, troca de informação controversa ou raramente disponível, controlar ou modificar o sistema político em grande escala, ajudar alguém a resolver problemas graves, etc…
  • Favor de Sangue (quatro traços): Ajudar alguém em caso de poder sofrer injúria física, grandes inconvenientes ou perigo. Exemplos: estar disposto a derramar sangue por um indivíduo, salvar a vida de algum parente imediato do vampiro, instruir alguém em uma disciplina exclusiva de clã, etc… (Equivalente a um Favor Maior no V5)
  • Favor de Vida (cinco traços): Salvar algum membro de morte certa arriscando a própria existência.
  • Favor Extremo (seis traços): Muito raro, quase nunca tem seu registro aceito pelo Harpiato. Salvar algum membro da morte certa arriscando a própria existência, além de dedicar muitos recursos a isso. (Equivalente a um Favor de Vida no V5)

Os valores listados dos favores podem ser ajustados baseando-se no nível de status dos envolvidos.

Obviamente, nenhuma Harpia que se preze permitiria que um Ancião de status seis devesse a um neófito apenas Reconhecido um favor de vida. Um neófito salvar a vida de um ancião é geralmente impossível, porque o Ancião provavelmente não se encontrava em um perigo tão grande quanto o neófito pensava.

Do outro lado da moeda, para um Ancião poderoso, assegurar a segurança de um neófito requer pouco esforço de sua parte, reduzindo desta forma o valor do favor.

Estes ajustes tornam o trabalho do Harpiato complicado. Dentre outras coisas por que o seu desempenho está sob o constante escrutínio e ele deve tomar decisões que agradem quem o mantém no poder, geralmente o Conselho de Primogênitos.

Trocando Favores

Favores podem ser negociados entre os vampiros. Tal transferência deve ser registrada com uma Harpia a fim ser reconhecida, embora a razão para tal transferência não necessite ser explicada.

Favores e Cargos

Fazer as coisas que se espera de um vampiro geralmente não lhe renderá favores. Por exemplo, se o Guardião de Elysium cobrir uma Quebra de Máscara, isso estará dentro das responsabilidades de seu cargo, e nenhum favor será concedido.

Favores e Status

Em termos de status, o credor de um Favor, ao lidar com o devedor, pode agir como se tivesse tantos traços de status a mais quanto for o valor do Favor. Estes traços podem somente ser aplicados quando se compara o status entre o devedor e credor. Esse ajuste de status não se aplicam a nenhuma outra interação entre estes indivíduos e o restante da sociedade.

Vampiros Independentes

Vampiros que não pertencem à Camarilla não possuem nenhuma obrigação de pagar os Favores que possam vir a dever, e não têm nenhuma voz ou posição na Camarila se assegurarem que alguém deve algo a eles.

Quem irá assegurar de que um Giovanni o pagará pela ajuda que você deu a ele? O Harpiato não se importa com Independentes. Conseqüentemente, negócios de vampiros da Camarila devendo ou sendo credores de favores a vampiros não pertencentes à mesma estão por sua própria conta e risco.

  • Dica de um bastardo astuto: Leia atentamente a Arte da Prestação, afinal favores podem ser trocados mesmo sem uma Hárpia, só assegure de ter meios de cobrá-los.

 

Prestação de Favores – Companheiro do Narrador

Enquanto o poder sobre outro morto-vivo pode ser o mais próximo de uma “Moeda dos Amaldiçoados”, favores e benefícios também configuram um comércio efervescente. O processo de trocas, retorno e requerimento de favores, conhecido como Prestação, é a pedra angular da estrutura social vampírica. Para simplificar, um Membro esperto concede favores, enquanto um tolo, os requere tornando servo de suas promessas e de seus débitos. Um vampiro que requere favores ainda não merecidos de outros Membros, logo encontra sua existência determinada pelas obrigações ao que ele requereu. Em troca de um favor qualquer, ele se torna uma marionete dos que o ajudaram.

A Família é um nó bizantino de favores devidos, lealdades juradas, débitos pagos e promessas quebradas. Do mais alto Príncipe ao mais baixo Neófito, a moeda dos Membrosapós o sangue, é claro- é o favor.

Todos as seitas e todos os Membros praticam a Prestação, quer eles admitam ou não. Na realidade, alguns lidam com a mesma de forma branda, mais como um costume, enquanto outros a abordam de forma severa e rigorosa. Em alguns domínios, um vampiro influente, sabe bem que favores são devidos de quem e para quem (veja em “Chanceler,” p.22) enquanto em outros a ordem social é menos estruturada, se baseando nos precários conceitos de “confiança”.

Essa é, talvez, a maior ironia da Prestação, ser assentada na confiança de um monstro-coberto-de-sangue por outro. No mundo dos mortos-vivos, confiança é um luxo raro e inestimável. Ainda assim, todo o contrato social dos Membros, seja no débito de um Ancião ou de um Neófito, ou mesmo entre as linhas das Seitas, se baseia nessas promessas.

Favores

A promessa de um Membro para outro é conhecida como favor. Favores vem em uma grande variedade de significatividade, desde um Trivial a um Vital. Em alguns domínios, favores funcionam como créditos, neste caso, um vampiro já precisa dever um favor para poder requerer outro; o vampiro deve ser visto como confiável por outros mortos-vivos. Já em outros domínios, acontece o opostoquanto mais favores o vampiro deve, menos ele é visto como capaz de pagá-los. A única verdade universal entre todos os domínios é que um favor concedido, é uma dívida, e, não há maneira de lidar com ela de forma que não seja pagando-a ou tendo-a revogada pelo credor.

Críticos e observadores da Família concluem que os termos das dívidas são feitos de acordo com as capacidades do vampiro devedor. Pode ser uma dívida Trivial para um  Príncipe perdoar um membro que transgrediu às Tradições, e uma dívida Vital para um Neófito perjurar-se ante um Arcebispo para salvar um certo Prisco. Infelizmente, para o devedor, a “taxa de câmbio nem sempre funciona a seu favor, portanto, o tal Prisco salvo pelo Neófito está contraindo uma dívida significativa, especialmente se o Neófito rapidamente subir na pirâmide social do Sabá e considerar agradável a sua definição de ‘dívida Vital’ ”.

Favores também transcendem as seitas e até mesmo as autoridades locais. O antigo adágio da culpa por associação se aplica aqui também, gerando várias relações conflituosas. Se um Membro deve a outro um “Favor Vital”, e este outro é declarado alvo da “Caçada de Sangue”, isso não apaga o Favor devido. Então o que o vampiro fará? Ele estará condenado se honrar a dívida (ajudar o alvo da Caçada de Sangue) e também estará se não o fizer (ignorar uma promessa jurada). Alguns Príncipes e Arcebispos revogam o pagamento de dívidas (de Favores) nesses casos, mas a controvérsia das “circunstâncias especiais” tende a seguir aqueles revogados de suas dívidas. Cainitas são, é claro, um grupo instável.

É claro, essas complexidades ilustram o porque dos sistemas de Favores e promessas serem tão intrincados.

Tecendo a Teia

O processo de estabelecimento do débito de uma Prestação é simples. Um Membro pede ajuda de um outro em um assunto, em troca de um favor no futuro ou um Cainita ajuda outro em um momento de dificuldade – entendendo que o favor vai ser pago mais tarde. O mais sábio dentre os Membros mantém registro dos Favores devidos e age com grande cautela de modo a não contrair dívidas maiores do que ele pode pagar a qualquer momento.

Entre as seitas mais formais, incluindo a Camarilla e o Sabá, dívidas de Prestação podem ser cobradas a qualquer momento(literalmente), portanto, é uma política prudente ter certeza de que se tem a capacidade de pagar uma dívida, independente das circunstâncias.

Nem todos os Favores crescem voluntariamente. Anciãos tem se provado mestres em manipular os jovens Membros para posições em que eles não têm escolha senão pedir por ajuda, tornando-se servos do Ancião. A natureza dos relacionamentos entre os Amaldiçoados tem um papel excepcionalmente importante nessa dinâmica social. O mentor de um Membro pode também ser senhor de outro. Por exemplo, uma companhia de Holding, manipulada pelo ancião Meshenko Kovich pode comprar o prédio no qual um Neófito possui uma boate, e imediatamente começar a prejudica-lo com inspeções de saúde “proativas”, burocracias de aluguel e aumentos arbitrários de custos.

Eventualmente o Neófito não tem opção a não ser procurar proteção, o que o leva a porta de Kovich. O Ancião aumenta a dívida, e o Neófito acaba de dar o primeiro passo na rede de Prestação dos Amaldiçoados. Se isso soa como um esquema de “proteção de vizinhança” ou um sistema semi-feudal de crime organizado, bem, ele o é.

Veteranos da não-vida, nêmesis nas existências dos Membros, favorecem manobras que colocam potenciais devedores em situações de grande perigo, apenas para os resgatarem dramaticamente, colocando as pobres vítimas em seu débito. Tal tática engloba; deixar a localização do refúgio de um vampiro vazar, tanto para um rival quanto para um caçador e então, entrar em cena logo quando o inimigo vai agir. Do resgate, é apenas um curto passo da concessão de uma certa quantidade de privilégios no próprio território do Neófito (“O seu não é seguro”), e, lentamente, noite após noite, veia após veia, Favor após Favor, a vítima deve toda sua capacidade de existir às graças de seu nem-tão-altruístico benfeitor. No outro lado da moeda, alguns Membros adotam a tática de pedir o máximo de favores, contrair o máximo de dívidas, como forma de proteção, acreditando que seus muitos credores vão querer mantê-los vivos, para poderem cobra-los. Isso tende a funcionar melhor nos domínios da Camarilla do que nos do Sabá ou Anarquistas, poucos entre os Tal’Mahe´Ra tolerariam tal loucura.

Tipos de Favores

No geral, a sociedade dos Amaldiçoados reconhece quatro classificações de Favores.

Favores Triviais: Os mais fáceis de requerer e de pagar. Um Favor Trivial pode consistir em ajudar um Membro faminto na busca por sangue, acalmando um vampiro hostil, evitando um possível frenesi, introduzindo o Neófito ao melhor clube da cidade ou oferecendo espaço para um conhecido embriagado-por-sangue passar o dia. Favores Triviais são fáceis de cumprir, e normalmente requerem muito pouco risco em sua realização. Ainda assim os Membros recordam de sua troca e execução. Até porque, nunca se sabe quando um colega pode se tornar truculento e precisar ser lembrado da miríade das pequenas coisas que outros Amaldiçoados fizeram por ele.

Favores Menores: Requerem que um Membro se atrapalhe para o realizar ou o pagar. Eles podem necessitar de um pequeno desvio ou até um certo risco para seu cumprimento. Esse risco não precisa ser físico. Na realidade, para muitos Membros, o risco de gafe social ou perda de uma fonte acadêmica pode ser mais preocupante do que uma ferida física.

Exemplos de Favores Menores incluem votar a favor de outro Membro em uma convocação, prover alimento em um momento desesperado ou esconder um Membro (sem perguntas) de um Malkaviano louco-porvingança clamando por seu sangue.

Favores Maiores: Podem alterar o fluxo dos assuntos de um Membro em um domínio, direta ou indiretamente. Favores como esse invariavelmente são um convite para um evento de risco pessoal significativo ou um grande investimento de esforço. Novamente, riscos tomados não tem de ser físicos- um Toreador relutante pode financiar um bando descontrolado de Caitiff no domínio de um Tremere, arriscando exposição e perda de seu prório status e renda. (E então, quando os Caitiff atacarem e depuserem os Tremere, o Toreador será capaz de tomar suas possses para si. Até que os Caitiff se cansem dele e cobrem outro Favor para apagar sua dívida com ele ou para cobrir seu envolvimento com seu infeliz desaparecimento) Favores Maiores normalmente não surgem no calor do momento, pelo contrário, normalmente representam um constante investimento de tempo e recursos, na espera de um resultado a longo-prazo. Tendo isso dito, um Cainita, desesperado o suficiente por um favor, pode muito bem prometer um Favor Maior por uma ação rápida e momentânea.

Exemplos incluem declarar um vampiro alvo de uma vingança de clã, convencer o Príncipe a rescindir uma concessão de área de caça, prover para os Aliados de outro vampiro na polícia informações sobre as atividades ilícitas da gangue de um Membro, votando o contrário do esperado em um conselho de normas entre Bispos.

Favores Vitais: Os mais raros e mais valiosos de todos os Favores comercializados pelos Amaldiçoados. Ironicamente, esses são os Favores mais requisitados no calor do momento, mesmo apesar de sua gravidade. Como o nome já informa, esses Favores são tudo que está entre um Cainita e a Morte Final. Eles não necessariamente têm de surgir sob tais circunstâncias – um Anarquista suspeito pode prometer um FAVOR Vital a um bando rival de Anarquistas no interesse de derrubar um Barão mutualmente detestado, visando ainda fortalecer sua própria reinvindicação da baronia ,mas a maioria dos Favores Vitais são extremos e jurados sob grande e iminente tensão. Alguns Membros se regozijam da ironia adicional do nome do Favor: Dado que vampiros são não-vivos, é uma Satisfação deliciosa poder determinar em que um outro Membro teria de dar a vida para obter.

Exemplos de Favores Vitais englobam a clara salvação de um Membro de um grande apuro, mas também incluem esconder um grave segredo, a proteção de um amante mortal ou a oferta de um álibi para um crime que o Cainita requerente do Favor está tentando esconder. Alguns vampiros guiados pela honra, irão até a Morte para pagar um Favor Vital, tal é o seu senso de dever ante o débito. É claro, tal tipo de Membro é raro no Mundo das Trevas.

A Fundação

A maioria dos jovens Membros aprende a arte da Prestação (se eles tiverem sorte) como a arte de ganhar e conceder Favores. Os Membros modernos frequentemente definem a Prestação como “Uma mão lava a outra”. Infelizmente, muitos Neófitos apenas aprendem a Prestação através de Anciãos habilidosos, Senhores cruéis, Mentores enganadores, que tiram vantagem deles, não os dando nenhuma chance de aprender sob condições eficazes. Poderia-se esperar menos dos Amaldiçoados?

Muitos Membros (Neófitos ou Ancilla) tanto inexperientes ou desesperados já se encontraram em dívidas absurdas, devido a ignorância aos vários trâmites da Prestação. Isso não é totalmente falha deles. Não são poucos os Cainitas de Status elevados que para facilitar seus acordos escolhem, deliberadamente, não informar outros Membros sobre o risco em potencial ou soltar desinformações deliberadas , quando isso os favorece. Isso, é claro, os garante a oportunidade de ajudar os desafortunados, aumentando suas dívidas, ‘contraindo’ um Favor para tentar saldar outro.

A santidade do sistema de Prestação é muito importante para os Membros que se beneficiam da hierarquia e do status quo, particularmente aqueles Anciões de que passaram os séculos cultivando vastas redes de dívidas. Se de repente, torna-se aceitável a quebra de uma promessa, então, a sociedade Cainita- em sua totalidade com seu centenário templo de obrigações e formalidade de Favoresse torna inválida. Desnecessário dizer que poucos Anciões de qualquer seita pretendem permitir que isso jamais aconteça. Tais investimentos em Favores são os grandes recursos na mini-jyhad que todos os Membros jogam. Como tal, todo vampiro, independente da Seita ou Clã, seja devedor ou não, tem um vasto interesse na manutenção da formalidade do sistema de Prestação. Qualquer outro prospecto representaria a completa quebra da Família: A anarquia é a porta de entrada para a besta.

O Pagamento de Favores

Enquanto em alguns domínios há rigorosas convenções no que se refere a observação e registro de quem deve para quem, o pagamento é relativamente simples. Uma vez que o Membro credor se declara “pago” está feito.

Tendo isso dito um pouco de administração pode se fazer necessário. Em domínios em que as Harpias (ou outro título; veja “Chanceler,” p. 22) mantém registro da Prestação, um Cainita satisfeito pode precisar reportar o pagamento de um Favor. Em domínios muito formais, um Favor deve ser “pago” (ou estabelecido) no Elísio ou outro local de encontro no domínio dos vampiros.

Trapaceando

É claro, dada a natureza dos Membros, um contrato social tão simples possui sua própria fraqueza em potencial. Se o Nosferatu da Primigênie avisa para a Ancilla Gangrel que seu Favor foi quitado, e então “se esquece” de ter declarado seu pagamento, que escolha a Gangrel tem? Quem vai acreditar num forasteiro desprezível? Na realidade, se o Nosferatu ‘jogar sujo’, quem vai sequer acreditar que um Primigênie estava em um aperto para precisar da ajuda de uma escória-rastejante para início de conversa?

Um Cainita é tão bom quanto sua palavra, se esse Primigênie Nosferatu for frequentemente denunciado para o Ancillae por abusos do contrato social, bem, talvez haja sentido nas acusações. Mesmo dentre as fileiras de uma Seita, um vampiro, querendo foder outro, tão obviamente e não graciosamente para ganho pessoal, merece o que quer que venha contra ele. Não é tanto porque a sociedade Cainita quer proteger a pobre e desiludida Ancilla Gangrel, é porque eles mesmos não querem ser fodidos e, se eles podem fazê-lo derrubando um potencial rival que está jogando rápido e sujo, bem, dois coelhos com uma cajadada só. Se poder fosse tão fácil de obter, qualquer criazinha de merda com uma língua mentirosa seria o próprio Príncipe.

Enfim, alguns domínios mão-de-ferro podem garantir o cumprimento das regras da Prestação através da criação de regras de segurança próprias. Uso de Dominação podem descobrir se um Favor foi honradamente pago. Os Tremere têm rituais capazes de trazer a verdade à tona de uma língua mentirosa, e certos rituais do Sabá e bruxarias da Tal´Mahe´Ra tem efeitos similares. Até mesmo entre o Movimento Anarquista, uma boa tortura à moda antiga pode extrair uma confissão da promessa real (mas com uma margem de erro maior).

Enquanto os Membros que tentam se esquivar de dívidas normalmente terminam mal, aquele que mata seu credor para evitar o pagamento de um Favor recebe uma punição infinitamente pior (se sua traição for descoberta). Na maioria dos casos, os anciões de um domínio reservam a maioria dos Favores, logo eles seriam as prováveis vítimas da “quitação de dívida” se assassinato fosse uma forma mais fácil de ser absolvido. Para servir de exemplo para Membros desesperados, anciãos e outros líderes de opinião tendem a agir pesado contra aqueles que matam para escapar de suas obrigações.

Qualquer Membro que escolha a infligir Morte Final ao invés da quitação de dívidas tem, como melhor opção, a Lextalionis ou ser colocado na primeira fila para o Festim de Sangue. O pior pode, bem… ser impronunciável ,mas entre os Membros percorrem infinitos rumores terríveis para desencorajar outros quebradores de juramentos em potencial.

Obviamente, os poderosos dentro dos domínios, tendem a tratar de forma desfavorável os quebradores de juramento. Seja um Príncipe ou um Serafim a autoridade máxima em uma cidade, tudo leva para a questão da confiança. Um Membro que quebra uma promessa demonstra que ele coloca seus próprios interesses acima dos de outros. E quando a sobrevivência dos Membros depende em manter a existência dos Amaldiçoados em segredo do mundo mortal, um vampiro que não é confiável para uma promessa, não pode ser confiado um segredo. A maioria dos líderes Cainitas entendem que um sangrento acerto de contas é a opção mais segura. Um Membro traidor vai trair novamente, então remova-o do domínio. É melhor estar seguro do que estacado e torrado pelo sol.

Prestação entre Seitas

É por esse motivo que os vampiros de todas as seitas trabalham (pelo menos até certo ponto) com as convenções da Prestação. Troca de favores entre seitas habilita o acesso a recursos e táticas que não estão sempre disponíveis para aqueles que não querem olhar além da ideologia. Se a Arcebispo não quer um Giovanni trapaceiro em seu domínio, por que diabos iria o Príncipe quere-lo? Vampiros de outras seitas ainda são vampiros, portanto, um embusteiro que se esquiva de uma promessa nessa noite, vai se esquivar de uma promessa para você na próxima noite.

Até porque, auto interesse é a razão por trás de todas as Tradições, seja um Príncipe ou um Monitor ás aplicando.

Isso não quer dizer que vai tudo bem quando Cainitas de facções diferentes usam de Prestação uns com os outros. Vampiros linhas-duras de todas as seitas podem se utilizar do pensamento “Nós-contra-todos”, questionando a lealdade do jurado. Um Membro que parece se beneficiar muito de trabalhar “fora das regras” de sua própria seita pode perder Status ou ser extirpado de seus títulos na mesma. Eles podem ter que pagar dízimos de vitae, aceitar laços de sangue ou começar a trabalhar pelas costas da seita. Então, novamente, em domínios mais liberais, pode ser que ninguém nem mesmo erga uma sobrancelha, assim eles podem até mesmo traçar o caminho para que outros também possam expandir seus próprios interesses.

Os relacionamentos mais difíceis na Prestação entre seitas, não surpreendentemente, são entre a Camarilla e o Sabá, visto que as filosofias das duas são simetricamente opostas. Mesmo assim, os favores prometidos entre a Camarilla e o Movimento Anarquista são friamente escrutinizados, dado que o sucesso de uma seita, geralmente leva a obstaculização dos da outra. Como pode um Príncipe conservador ferrenho confiar em um súdito que negocia abertamente com um grupo de terroristas que se opõe a tudo que o seu título representa?

Em certos momentos, a unidade de um clã se torna mais importante do que a lealdade a uma seita, Membros das treze grandes famílias dos vampiros (e, tão frequentemente quanto os membros de linhagens marginalizadas) podem se fechar contra influência externa. Particularmente entre os clãs Nosferatu, Gangrel, Malkavian e Brujah, uma promessa para um de mesmo Sangue, tem, às vezes, mais peso que uma de juramento de lealdade a uma ideologia. Note que, a maioria da lealdade desses clãs pertence a outros clãs que se sentem desfavorecidos ou, que são pouco menos que fanáticos sobre a construção das seitas. Quando certos poderes afastam a identidade de clãs, há alguns que se confortam com tão supressão. Os Nosferatu são certamente os mais ativos nesse aspecto, e sua vasta rede de informações que conecta os seus esgotos, a faz sem consideração de ideologia ou de geografia. Um segredo, é um segredo, e o valor da informação é maior do que qualquer tirano Ventrue ou Lasombra poderia sugerir.

Como sempre, a política dos Membros tem companheiros estranhos. Aqueles com mentes empreendedoras ou aproximações não ortodoxas podem encontrar seus maiores adversários entre os seus supostos pares ideológicos.

Mentes pequenas compensam por controvérsias viciosas.

Favores como Commodities

Assim como uma Boneca de Sangue suja, débitos circulam por entre as fileiras dos mortos-vivos. Como bancos de ações, favores movem-se constantemente entre os Membros, sendo recuperados, fazendo-se pendentes, ou mantidos em notas promissórias ou, em outros casos, manobrados para que se torne difícil manter controle de quem deve para quem. Poucos domínios tem um sistema formal qualquer para troca de Favores. Tais acordos operam mais entre as linhas de, “Katherine, a Toreadora, me deve certa consideração, logo, vou dize-la para te conceder uma audiência, isso se você disser para Pavel, aquele Nosferatu , que algumas fofocas seriam úteis para chamar a atenção do Tremere Carlos e seu acordo com o cachorrinho do Príncipe”. Todos menos os domínios mais informais têm algum tipo de protocolo. O Novato, cujo débito circula de um credor para outro, deve aprender sobre a transferência, caso contrário, ele corre o risco de negar um acordo perfeitamente válido, por pelo que ele pensa ser uma razão perfeitamente válida, causando um colapso de toda a rede de Prestação.

Como um benefício extra, a permissão de que um inferior saiba que o Membro que passou seu favor não sentia que seu débito valia a pena ser mantido é um pilar da ordem da sociedade vampírica. Promessas móveis de um Cainita para outro, são tanto um caso de Prestação quanto jura-las em primeiro lugar.

Sistema Opcional: Compra de Favores (Somente para V3 e V20)

Normalmente, favores são adquiridos como resultado de jogatina e solução de problemas por parte dos personagens dos jogadores. Entretanto, com o consentimento do Narrador, um jogador pode investir pontos de experiência em um favor, representando algo que aconteceu “nos bastidores” ou em outro momento em que um Membro o deveu. Um jogador pode obter um favor apenas com um personagem do Narrador, e o Narrador deve trabalhar como jogador para determinar os detalhes da transação realizada com o outro vampiro.

Note que não é possível comprar um Favor Vital desta maneira. Tal promessa “livradora de cadeia” está fora do alcance do uso de pontos de experiências.

Favores e Custo em pontos de experiência
Favor trivial: 3
Favor menor: 7
Favor maior: 20
Favor Vital —

Sistema Opicional: Mentiroso, Mentiroso

Um personagem pode escolher falsificar a condição de um favor, declarando-o devolvido ou ainda intacto, quaisquer que seja o oposto da verdade. A critério do Narrador, um favor pode circular entre as redes de fofoca e conversas privadas dos Amaldiçoadas.

O Narrador rola uma série de dados igual a Manipulação ou Raciocínio do personagem (o que for maior) mais o Subterfúgio ou Investigação (o que for maior) menos o Status do personagem (quanto mais conhecido for o personagem, mais difícil é de falsificar o favor). Se a rolagem obtiver sucesso, o personagem cobriu seus rastros por um período (cena, noite, etc) como determinado pelo Narrador. Se a rolagem falhar, evidências acerca da falsidade do favor vem à tona. Nesse caso, o Status do personagem cai em um ponto para cada nível de gravidade do favor (-1 para um trivial, -2 para um menor, etc., até o mínimo de 0) por um mês. Em um fracasso especial, algo muito mais problemático acontece e o Príncipe decide fazer dela um exemplo, o inquisidor liga o favor falso com cobertura de um infernalista, etc.

Um jogador pode gastar seu Poder de Vontade para realizar um sucesso automático nessa rolagem, mas o Força de Vontade gasto dessa maneira não poderá ser recuperado se o escândalo vier à tona posteriormente (veja abaixo). Pontos gastos dessa maneira são cumulativos, então, é possível estar restrito de recuperar vários pontos de Força de Vontade.

A unidade de tempo para tal rolagem está a critério do Narrador. Muitas vezes, as notícias entre Membros viajam rápido, e a rolagem representa uma única cena, tal qual uma contente convocação ao Elísio ou a Palla Grande. Noutras vezes outra coisa ocupa a atenção dos Amaldiçoados, portanto uma rolagem pode representar um período como um mês. Uma vez que a rolagem sucede um número de vezes igual a cinco mais um para cada etapa de gravidade do Favor (+1 para um trivial, +2 para um menor, etc), o escândalo ou suspeita terá passado e o personagem não mais estará em risco de descoberta. Note que o propósito desse sistema é de abstrair os Membros do ciclo do rumo, vendedores de segredos Nosferatu, fofocas entre vampiros, etc. Se um Cainita ou grupo busca ativamente rumores de falsificações de outros vampiros, o Narrador deve lidar com as rolagens apropriadas, talvez até criando toda uma história sobre a busca. Nesse caso, mesmo tendo acumulado um certo número de sucessos na rolagem abstrata, não protegerá o vampiro. Se alguém consegue encontrar uma prova contundente, eles se tornam certamente capazes de expor o Membro traidor. Nenhum esqueleto no armário desaparece completamente apenas porque o personagem conseguiu sucessos, como descrito acima.

É de responsabilidade do jogador trapaceador-de-favores e do Narrador formular os benefícios da falsificação do favor em suas condições, por parte do Membro. Poucos vampiros de qualquer Status, independente da seita, olham de forma favorável para a falsificação da satisfação de favores. Isso trapaceia todo o contrato social dos vampiros, e, melhor, alguns eruditos muitas vezes concluem, excluir uma única parte transgressora do que derrubar todo a estrutura precária. Nas noites modernas, quando promessas podem ser gravadas em dispositivos digitais e distribuídas para cada Cainita no domínio com o click de um botão, manter a estabilidade do domínio vale gastar um pouco
mais de sangue.

A PRÁTICA DA PRESTAÇÃO

Não está nos interesses de um vampiro cobrar os favores que ele acabou de ganhar. Afinal, um vampiro sabido de dever a outro um benefício provavelmente se tornaria suspeito de algo se o Membro a quem ele devia desaparecesse. (ver “Traição,” p. 40), com potenciais sequências fatais.

Autoproteção esclarecida não é o único motivo para se manter um favor. Enquanto um cainita tiver um débito pendente, ele tem que estar sempre atento à possibilidade de ter sua dívida cobrada. Não pode agir tão livremente quanto gostaria, por medo de ser chamado para pagar sua promessa. Você não pode enxotar a Harpia Toreador para fazer um acordo com um Tzimisce “do outro time” se o colega de grupo da Harpia Ventrue sabe que você tem um caso com a amante mortal do Xerife, por exemplo. Manter um vampiro em débito e insinuar que isso pode ser cobrado a qualquer momento é um método efetivo de paralisa-lo, reprimir sua ambição, e força-lo a guardar uma parte de seus recursos para a ocasião. Esse jogo de movimento e contra movimento leva as características da seita em que acontece. A Vingança sangrenta caracteriza os domínios Anárquicos, jogos políticos perigosos são o estilo da Camarilla e o Sabá pratica bullying fervoroso
(com um espaço para fogo e fanatismo).

Além disso, um Membro que deve um favor a outro é percebido como inferior ao primeiro. Essa percepção só se aplica aos que sabem da dívida e muitos vampiros que vasculham sujeira dos poderosos fazem com que todo o Domínio saiba o mais rápido possível. Se o Cainita faz essa sequência de maneira efetiva, o credor ganha prestígio, enquanto o devedor perde. Ainda melhor, quanto mais tempo o débito se sustentar, mais prestígio se acumula sobre o credor. É de interesse do vampiro que detém o favor, se apegar a isso o quanto for possível, apesar de a maioria dos credores evitarem puxar a coleira dos seus devedores com muita frequência ou força. Uma vez que o favor seja pago, as seitas costumam fazer vista grossa se um devedor abusado se vinga de um credor muito rígido.

Atenuando a Dúvida Social

Poucos Membros gostam da ideia de ter contas pendentes. É socialmente embaraçoso, financeiramente doloroso e potencialmente perigoso. Como resultado, a maioria dos Cainitas procura pagar as suas pendências assim que eles possam fazê-lo de maneira segura. Aqueles que estenderam os favores têm um interesse investido em prolongar esses débitos, assim o resultado pode ser um jogo de gato e rato, com os devedores freneticamente tentando fazer favores a quem devem, enquanto estes se esquivam de qualquer coisa que possa ser concebivelmente considerado como uma liquidação das pendências.

Dívidas entre os Membros raramente tomam uma forma específica. Poucos vampiros requerem um serviço detalhado. Ao invés disso, débitos são vagos e amorfos, caindo assim em uma categoria na qual o Membro garantidor do favor se considere um expert, ou algo que ponha o Membro em débito em uma desvantagem maior, porém adiada. “Eu simplesmente vou pedir sua ajuda com algo mais afrente. ” Essa ambiguidade trabalha tanto contra como a favor do credor. A natureza indistinta da dívida ajuda a manter aqueles que devem uma prestação de serviços em posição de humildade, enquanto trabalham para abater o que devem com adulação e obsequiosidade.

Junto com essas linhas, já que a natureza da maioria dos débitos Cainitas é indefinida, é comum entre os Membros garantir um tipo de compensação menor para seus credores na esperança de que este cancele a dívida.

Vampiros particularmente enérgicos ou desonestos podem conseguir manobrar seus credores em situações em que eles podem aparecer na cena e dar ajuda, assim acabando com o desequilíbrio. Tais tentativas, no entanto, devem ser feitas com muito cuidado – se o tiro sair pela culatra ou a trama for descoberta, o instigador só afunda mais em dívidas e se torna alvo de escárnio também (assumindo que ele não eliminado como resultado de um efeito colateral se as coisas realmente saírem do controle). O rato que puxa o espinho da pata do leão ainda é um rato, independente do quanto esperto ele se considere.

A forma que o pagamento toma depende do tamanho e tipo da dívida em questão. É considerado rude pedir pagamento excessivo por débitos menores. Nesses casos, dependendo da seita em que isso aconteça, o devedor pode debochar do pedido (potencialmente até mesmo cancelando-o em observância da reinvindicação absurda que acompanhou a tentativa de cobrança) ou mesmo demandar algum tipo de satisfação marcial. É comum que aqueles que tentam negociar seus favores em fortunes desproporcionais se encontrem socialmente falidos. A sociedade vampira não permaneceu estática por cinco séculos deixando os endividados levarem a melhor.

Por outro lado, poucos Membros escolhem abater a dívida pedindo pouca coisa. Fazer isso é um caminho certo para ser transformado em alvo pelas Harpias, além de cancelar qualquer ganho de status conseguido através da dívida para começo de conversa. É por essa razão que os clãs menos “sofisticados” raramente escolhem engajar em uma prestação de serviço com aqueles percebidos como mais espertos do que eles. Já é ruim o suficiente se foder em um acordo, mais ser exposto como tolo depois só faz a foda ser mais difícil de suportar.

De fato, o verdadeiro pagamento do débito é quase incidental para o processo de prestação. É o benefício em si que importa – a arte da criação, o dispersar da obrigação e as teias de aliança costuradas pelo dever de favores. Na verdade, pagar o que quer que seja demandado é de alguma forma anticlimático em quaisquer circunstâncias, menos as mais graves.

Quando uma dívida é finalmente paga, no entanto, é comum que se faça publicamente. Alguns exemplos incluem privilégios (especialmente o de criação, se o Príncipe ou Priscus é o devedor), carniçais favoritos ou peões humanos, ajuda em arenas marciais ou financeiras, tutoria em Disciplinas, ou até mesmo atos de humilhação pública. Favores às vezes envolvem um Membro fazer lobby para outro em favor de um terceiro, geralmente em assuntos de Abraço ou interferência no mundo mortal. Pedir por um serviço que é muito perigoso ou que exija que o devedor quebre as Tradições é proibido pelo costume, mesmo se for das fileiras de uma seita para a outra. (Se nada mais o fizer, matar o devedor de alguém assegura que você não poderá usá-lo de novo.) Por outro lado, um vampiro suficientemente sutil pode nublar os parâmetros dessas restrições e a prestação tem sido usada para eliminar um número de vampiros incautos. As Harpias e outros formadores de opinião das várias seitas geralmente terminam sendo os árbitros finais para decidir se o pagamento é apropriado ou não, apesar de que na maioria dos domínios eles não detém nenhuma capacidade oficial nesse assunto.

Seitas e Favores

Cada seita observa os favores de alguma maneira e honra o conceito de favor de uma seita para outra. O fato de que, no geral, vampiros estão desejando conhecer suas obrigações sociais antes de suas lealdades à facção mostra uma longa e entranhada – talvez até psicológica – necessidade de se sair bem em uma declaração. A superstição de que alguém tem que permitir que um vampiro entre antes que ele possa cruzar a soleira da porta pode ter sua origem na seriedade com que os Malditos levam as suas promessas.

A Camarilla

Não vem como nenhuma surpresa que o raciocínio Jonsoniano e o tradicionalismo arraigado da Camarilla provêm um lar para as formalidades da prestação de serviços. Na verdade, alguns suspeitam que as raízes dessa troca de favores residam na vontade rígida dos Ventrue e nos elaborados rituais de prestação assegurados pelos Toreador. Isso não é precisamente verdade , pois algumas comunicações de Membros sobreviventes datando da Idade das Trevas fazem garantias de promessas entre Membros, mas os poderes eminentes da Torre de Marfim, o Clã da Rosa e o Clã dos Reis certamente sabem como fazer uso de uma promessa. Outros clãs da Camarilla geralmente veem as regras estabelecidas para tal como ferramentas convenientes e investimentos pragmáticos.

Os Brujah e Gangrel tendem a lidar muito livremente com a prestação de favores, mas muitos têm suas próprias ideias de honra e dever que as prestações observadas permitem que eles demonstrem na frente dos outros. Eles geralmente gostam de ostentar isso no Elísio e outros locais de encontro das seitas, mostrando que – independente do seu comparativamente baixo status social – pelo menos eles não são hipócritas mentirosos como a liderança da Camarilla.

Os Tremere codificam sua rede de deveres de mentoria junto com as mesmas linhas de prestação, oferecendo treinamento a outros feiticeiros em troca de segredos místicos, acesso a fontes ocultas, ou favores comuns. O ponto de vista dos Malkavian sobre a prestação de favores não é confiável, mas o Clã da Lua não tem interesse investido na subversão da tradição, a menos que eles estejam invocando para a questão a totalidade do contrato social entre os Membros. De fato, troca de favores geralmente dá uma base na realidade para os Lunáticos mais quebrados, lembrando-os do que eles prometeram fazer e dando contexto para as atividades de outros Membros.

Os Nosferatu frequentemente se encontram traficando no “mercado negro” da troca de favores, mantendo suas vantagens “fora dos livros” em troca de segredos e pistas que podem prover informações mais interessantes no futuro. Mas frequentemente, os Ratos de Esgoto não se escondem atrás de ideais sublimes como honra ou valor. Eles simplesmente querem ter em seus bolsos imundos tantos “belos Malditos” quantos forem possíveis. Dívidas sociais de Nosferatu são bastante liberais e um nosferatu cujos segredos não valem as promessas que ele demanda rapidamente cai no conceito daqueles procurando informação.

De todas as seitas, a Camarilla é a que mais investe na pompa e circunstância da prestação de serviços, bem como “fazer o balanço” em demonstrações públicas de quem deve a quem. É certamente a seita que mais provavelmente engaja os serviços de um Membro com título que mantém um registro de tais débitos sociais. Em alguns domínios, essa lista de promessas é lida em encontros dos Membros, como um lembrete de que o bem-estar dos vampiros se apoia no fato de todos honrarem suas promessas. Também provê um local de compensação para aqueles que seus favores foram recebidos de maneira não satisfatória.

Alguns relembram noites de muito tempo atrás com reis e mordomos, quando o próprio Príncipe geralmente era o juiz de queixas na corte. Domínios tão formais às vezes lembram os perigosos campos minados aristocráticos da corte de Luís XIV ou os caprichos da corte de Henrique VIII. De fato, é possível se distanciar dessa contabilidade de dever um favor a outro alguém por declarar estar satisfeito com o favor original… mas tais trocas de débitos e alianças são a marca registrada da Camarilla.

A Camarilla é única no sentido de permitir a transferência aberta de favores entre os Membros. Contanto que todas as partes concordem, um Membro pode nomear outro dos Malditos como recebedor desse presente. Alex LeMont, por exemplo pode dever um favor a um Toreador enquanto um Malkavian lhe deve um favor, se todos forem receptivos, Lemont pode simplesmente passar a dívida do Malkavian para o Toreador, se removendo do atoleiro recursivo da troca de favores. Visto de fora parece simples, mas na prática, em um domínio com mais de cinquenta vampiros trocando promessas de obrigação um com o outro, um nó de prestação de favores rapidamente se torna górdio. De fato, aqueles que traficam favores geralmente preferem essas redes complexas de dever, é melhor para ocultar suas promessas e se esconder atrás de numerosos elos de favores, a satisfação de qualquer um dos quais podem negar uma centena de outros favores cidade afora.

Um Membro esperto como LeMont pode nunca ter se preocupar a respeito de seu favor ser cobrado, já que se torna um ativo de prestação líquida que é mais valioso na forma de dinheiro do que satisfação.

O Sabá

Em comparação, o Sabá pratica menos prestação de favores do que a Camarilla, mas ela definitivamente existe.

De fato, a maior parte da prestação de contas do Sabá ocorre entre as linhas de “eu te devo uma, ” ou lembra os laços formados entre soldados na guerra. É definido de maneira menos rígida e definitivamente registrada com menos frequência.

Garantias formais de prestação na Mão Negra acontecem quase exclusivamente entre os patamares mais altos da seita. Muitos anciões do Sabá precedem a sua formação e velhos hábitos são difíceis de morrer entre vampiros acostumados a jurar lealdade nos reinos insignificantes do Velho Mundo.

É vastamente ausente quem, em nível de bando, protege as costas dos outros por indicação. Muitas promessas e favores são trocados entre bandos, especialmente em domínios estabelecidos ou criados em tempos de guerra onde bandos têm propósitos muito específicos e se beneficiam ao diversificar suas habilidades.

Para os Lasombra, dívidas de dever e honra tocam acordes profundos, se levarmos em conta a história aristocrática do clã e seu envolvimento medieval nos cânones da Igreja.

No fim das contas, raras são as promessas que não podem ser cumpridas ordenando os fervorosos lacaios de alguém para lidar com tarefas onerosas. Favores prometidos e comprados não são diferentes das indulgências compradas e vendidas antes da Reforma e assim carregam um peso considerável entre os Guardiões. Os Lasombra são também dos mais propensos a traficar favores prometidos a vampiros de fora do Sabá, já que eles são habilidosos em cultivar redes de promessas e política.

Os Tzimisce consideram a formalidade de prestar favores muito mais tediosa do que os Lasombra, seguindo suas próprias linhas de rituais ancestrais. Para a mente dos Tzimisce, quando o mestre do dom escolhe recompensar seu szlachta ao invés de esfolar a pele de seus ossos, ele garante privilégio com este ato. Sugerindo que tais favores podem ser devidos ou pré-prometidos está além de suas mentes punitivas, especialmente conforme eles envelhecem. O mundo existe para ser dobrado e moldado como os ossos de um lacaio desapontador, não esticado junto com a promessa de uma recompensa ou favor.

Jovens Tzimisce parecem um pouco mais dispostos em relação a troca de favores, especialmente a medida em que eles ascendem através das fileiras da Mão Negra e podem usar seus favores como uma vantagem sobre seus próprios anciões.

Entre os antitribu e as linhagens de sangue mais esotéricas da Mão Negra, troca de favores é um mal necessário. Os anciões fazem, os clãs fundadores do Sabá fazem, então é melhor aprender as regras e tirar vantagem quando puder. Alguns clãs estão melhor dispostos a fazer isso do que outros – os Ventrue antitribu, Toreador antitribu, e Assamita antitribu usam a prestação de serviço com naturalidade e os Nosferatu do Sabá em particular fazem bom uso da troca de favores com membros da Camarilla, Anarquistas, e até mesmo a ocasional Tal’Mahe’Ra.

Entre os Brujah antitribu, Serpentes da Luz e Panders, a prestação de serviço mais frequentemente toma a forma de honra das ruas, enquanto os Gangrel e Malkavian da Mão Negra acham a pratica sem sentido e confusas, difíceis de compreender ou bobas – quem faria uma promessa para uma ferramenta irracional da Besta?

Diferente da Camarilla, o Sabá como um todo não possui transferência de favores de um devedor para o outro. É muita “moleza” e “muito como a Torre de Marfim”, nas opiniões de muitos do Sabá. A posição da Mão Negra nessa transferência coloca bastante ênfase no quem conhece quem, favoritismo e uma rede incompreensível de obrigações. Especialmente nos níveis de atividade de campo do Sabá (que mostra muito a imagem de ganho de resultados e ser meritocrático), é melhor queimar o refúgio de um ancião odioso do que destruí-lo usando burocracia humana. Uma filosofia de ação agora! É mais apropriada do que cabeças de pá e ducti carismáticos. Entre o alto escalão da seita, algumas trocas de favores são inevitáveis, mas quase sempre no nível comparativo de regalias menores e é visto como um último recurso.

O Movimento Anarquista

Os Anarquistas frequentemente se acham incertos sobre o assunto prestação. Por outro lado, um sistema forma de obrigações é uma coisa útil e boa organização às vezes é o que dá à oposição uma vantagem sobre poderes já enraizados. Como um dado movimento anarquista de uma cidade se move sendo uma rebelião dentro da autoridade, no entanto, o que antes era uma ferramenta defeituosa de subversão permanece como uma efetiva ferramenta de subversão, muito para o desgosto de muitos Barões emergentes, que acham a transição de lutar contra a opressão para estabilizar um domínio jovem e raivoso difícil.

Curiosamente, muitos Anarquistas adeptos da tecnologia integram sua observância da prestação de favores na mídia social e dispositivos de dados pessoais. Usando senhas, hashtags e outros métodos de preservar a integridade da Máscara, os Anarquistas criaram um registro confiável de favores, dado que um saiba onde procurar e como interpretar a informação. Assim, os Anarquistas tendem a não se envolver com ofícios vampíricos e títulos para manter o contrato social de obrigações – isso é arcaico, de qualquer forma – e ao invés disso, cobram e pagam suas dívidas onde outros Malditos conectados podem rastrear sua reputação e fazer suas próprias decisões. Muito parecido com o jeito que sites de leilões online mostram a integridade de seus usuários ou sistemas de mídia social estimam a amplificação e influência de seus usuários, prestação de contas entre os Anarquistas pode ser contabilizada (ou os anciões inveterados podem interceptar…).

Atualmente é moda entre os Anarquistas a prática de pactos de juramento de sangue quando se comprometem a dar algo em troca. Isso adiciona um ar de formalidade, de tradicionalismo útil, para o pode se tornar, de outra forma, uma promessa vazia.

A Tal’Mahe’Ra

De forma geral, a Verdadeira Mão Negra tem preocupações maiores do que saber se as promessas feitas entre os monstros da seita são cumpridas para a satisfação de todos do grupo. A medida em que os mistérios pungentes da terra dos mortos são descobertos e vai em busca do conhecimento esotérico que se elevam para além da percepção dos Membros, a diplomacia arriscada e a disputa de poderes usualmente associada com um sistema de favores complicado é um problema secundário na melhor das hipóteses para os vampiros da Tal’Mahe’Ra.

Isso para não falar que a seita não está preocupada com status. É bem o contrário, na verdade – membros da Verdadeira Mão Negra simplesmente adquirem seus status mais por descobrir segredos, decifrar mistérios, ou coletar artefatos exóticos do que fazendo grandes demonstrações de magnificência em festas frívolas. Nesse sentido, a Tal’Mahe’Ra tem um sistema complexo de fidelidade, juramentos, cultos e aprendizado que ocupa o lugar da teia de promessas que as outras seitas adotam. A Verdadeira Mão Negra dá mais valor a círculos de mistério e sociedades secretas internas do que a promessas juradas em circunstâncias desesperadas. Com guerras secretas incontáveis acontecendo constantemente ao seu redor, a Tal’Mahe’Ra com frequência simplesmente assume que seus membros vão ajudar uma ao outro quando necessário porque tal comportamento está no interesse dos fanáticos da seita.

Agentes infiltrados da seita, no entanto, frequentemente cultivam troca de favores como parte de seu pretenso pertencimento a outras seitas. De fato, por toda a falta de prestação de serviços “tradicional” dentro da Tal’Mahe’Ra, a seita leva as obrigações que estabeleceu fora da facção a sério, é melhor para manter olhos curiosos e atenção indesejada longe do resta da agenda sombria.

Os Inconnu

O que pode ser dito, de maneira confiável, daqueles que se escondem em mantos de segredos, e se eles cumprem ou não uma promessa que pode ou não ter sido feita? De fato, simplesmente achar um Membro que tenha engajado em comércio de troca de favores com os Inconnu é como procurar os fragmentos do Livro de Nod em uma livraria de shopping.

O único exemplo que sociedade vampira tem de práticas de prestação dos Inconnu pode ser traçada a um documento escrito achado selado em um vaso em uma igreja queimada nos subúrbios de Genova. Notavelmente, o favor existe em escrito e especificamente invoca que “o poder de Cristo deve me matar se eu me desviar desta fé. “ Se isso é um simples florear de frases ou um resultado esperar precisa de confirmação. No entanto, o recebedor do favor, um Membro chamado “Dondinni” ainda existe de acordo com o rumor. O devedor saldou a dívida? Alguém precisa achar Dondinni para se certificar da resposta, levando em conta que um vampiro antigo e poderoso escolheria dividir a verdade.

Independentes

Para outros clãs que permanecem do lado de fora de estruturas de seitas dos outros Membros, troca de favores é uma lâmina de dois gumes. Compromete um pouco da independência jogar pelas mesmas regras das outras seitas, efetivamente conhecendo a proeminência das facções dos outros Membros. No entanto, os anciões desses clãs estão tão familiarizados com favores e prestação de serviços que usar o sistema é quase natural para eles. Dado que a prestação de favores opera através de divisões de seitas, eles não têm que agir sob a política ou ideologia de uma só seita. Observar a troca de favores também permite aos independentes ter um recurso de valor comum para os Membros – além do sangue.

Os Assamitas raramente trabalham em termos de troca de favores. Ao invés disso, a maioria negocia seus contratos em termos de dinheiro bruto e vitae preciosa que eles podem converter para sua causa santa. Ainda assim, em ocasiões, Assamitas vão usar troca de favores para entrar na camada social de um dado domínio, especialmente se os Assamitas procuram estabelecer uma presença a longo prazo ali. Intimidade crescente entre os Assamitas e a estrutura de poder da Camarilla torna isso cada vez mais frequente nos domínios da Torre de Marfim.

Em contraste, os Giovanni têm pouco problema de se inserir no sistema de troca de favores. De fato, alguns Giovanni até oferecem “taxas de câmbio” para vantagens, compra de favores (para as seitas que contemplam a transferência de prestação) em troca de recursos mais líquidos, ambos monetário e sanguinário. Enquanto os Giovanni são muito poucos para ter um grande impacto no estado global da troca de favores dos Membros nesse sentido, não são poucos os anciões e ancillae astutos que recusam sabendo que os Necromantes se preocupam com o mercado na economia sombria de promessas entre os mortos-vivos.

Os clãs Ravnos e Setita tem um pouco mais de dificuldade em evocar e ganhar prestação de favores. Mesmo quando eles podem convencer alguém a aceitar uma promessa deles, eles geralmente se encontram recebendo tarefas com as quais eles não vão ganhar nada. No fim das contas, mesmo se alguém acha que a Harpia Toreador garantiu um favor a um Seguidor de Set, aos interesses de quem serviria apoiar o lado do Setita? Especialmente nos domínios das outras seitas, vampiros Ravnos e Setitas se tornam cidadãos de segunda classe quando o assunto é troca de favores. Entre eles, os Ravnos fazem convenções casuais (e não confiáveis) de honra que confundem os forasteiros. OS Setitas, de maneira geral, preferem especificar o pagamento em seus próprios termos, e potencialmente assegurado através de domínio do Sangue

Referências

  • VTM. V20 Companion, p. 37.
você pode gostar também
error: Opa! Quer usar nosso conteudo em algum ligar? Manda um Link pra essa pagina! Obrigado!